A melhor parte de mim morreu.
Morreu junto com as cartas, as mensagens e as flores que não chegam mais. Morreu com os sorriso que se abriam por motivos bobos. Com a coragem e a certeza. Morreu com a tua voz que não ouço mais.
Morreu com as diversas palavras que foram ditas, com os textos escritos e com as músicas cantadas. Morreu junto com esse coração que você levou contigo.
A melhor parte de mim se foi com você e a felicidade. As brincadeiras se foram, as lágrimas de emoção a cada declaração, as horas passadas em vão a te esperar, tudo agora vive somente na lembrança.
Mas a lembrança não fala, não me toca, não me abraça e não em beija como você. Ela não sabe meus vícios, manias, virtudes defeitos e fraquezas.
A lembrança só traz as lágrimas de volta, mas não as emoções.
"O amor só é belo quando nos faz ser o melhor que podemos". Eu fui o meu melhor com você e pra você. Eu entreguei tudo a você, meu melhor e o meu pior e justamente por receber o seu melhor, nós fomos o melhor um do outro.
E hoje eu só te peço pra não me esquecer. Te peço que volte e ao menos devolva meu coração e a melhor parte de mim.
Porque o pra sempre morreu com tudo isso.
domingo, 3 de outubro de 2010
sábado, 11 de setembro de 2010
Seja um idiota
A idiotice é vital para a felicidade.
Gente chata essa que quer ser séria, profunda e visceral sempre. Putz! A vida já é um caos, por que fazermos dela, ainda por cima, um tratado? Deixe a seriedade para as horas em que ela é inevitável: mortes, separações, dores e afins.
No dia-a-dia, pelo amor de Deus, seja idiota! Ria dos próprios defeitos. E de quem acha defeitos em você. Ignore o que o boçal do seu chefe disse. Pense assim: quem tem que carregar aquela cara feia, todos os dias, inseparavelmente, é ele. Pobre dele.
Milhares de casamentos acabaram-se não pela falta de amor, dinheiro, sexo, sincronia, mas pela ausência de idiotice. Trate seu amor como seu melhor amigo, e pronto.
Quem disse que é bom dividirmos a vida com alguém que tem conselho pra tudo,soluções sensatas, mas não consegue rir quando tropeça?
hahahahahahahahaha!...
Alguém que sabe resolver uma crise familiar, mas não tem a menor idéia de como preencher as horas livres de um fim de semana? Quanto tempo faz que você não vai ao cinema?
É bem comum gente que fica perdida quando se acabam os problemas. E daí,o que elas farão se já não têm por que se desesperar?
Desaprenderam a brincar. Eu não quero alguém assim comigo. Você quer? Espero que não.
Tudo que é mais difícil é mais gostoso, mas... a realidade já é dura; piora se for densa.
Dura, densa, e bem ruim.
Brincar é legal. Entendeu?
Esqueça o que te falaram sobre ser adulto, tudo aquilo de não brincar com comida, não falar besteira, não ser imaturo, não chorar, não andar descalço,não tomar chuva.
Pule corda!
Adultos podem (e devem) contar piadas, passear no parque, rir alto e lamber a tampa do iogurte.
Ser adulto não é perder os prazeres da vida - e esse é o único "não" realmente aceitável.
Teste a teoria. Uma semaninha, para começar.
Veja e sinta as coisas como se elas fossem o que realmente são:
passageiras. Acorde de manhã e decida entre duas coisas: ficar de mau humor e transmitir isso adiante ou sorrir...
Bom mesmo é ter problema na cabeça, sorriso na boca e paz no coração!
Aliás, entregue os problemas nas mãos de Deus e que tal um cafezinho gostoso agora?
A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso cante, chore,dance e viva intensamente antes que a cortina se feche!
Arnaldo Jabor
Gente chata essa que quer ser séria, profunda e visceral sempre. Putz! A vida já é um caos, por que fazermos dela, ainda por cima, um tratado? Deixe a seriedade para as horas em que ela é inevitável: mortes, separações, dores e afins.
No dia-a-dia, pelo amor de Deus, seja idiota! Ria dos próprios defeitos. E de quem acha defeitos em você. Ignore o que o boçal do seu chefe disse. Pense assim: quem tem que carregar aquela cara feia, todos os dias, inseparavelmente, é ele. Pobre dele.
Milhares de casamentos acabaram-se não pela falta de amor, dinheiro, sexo, sincronia, mas pela ausência de idiotice. Trate seu amor como seu melhor amigo, e pronto.
Quem disse que é bom dividirmos a vida com alguém que tem conselho pra tudo,soluções sensatas, mas não consegue rir quando tropeça?
hahahahahahahahaha!...
Alguém que sabe resolver uma crise familiar, mas não tem a menor idéia de como preencher as horas livres de um fim de semana? Quanto tempo faz que você não vai ao cinema?
É bem comum gente que fica perdida quando se acabam os problemas. E daí,o que elas farão se já não têm por que se desesperar?
Desaprenderam a brincar. Eu não quero alguém assim comigo. Você quer? Espero que não.
Tudo que é mais difícil é mais gostoso, mas... a realidade já é dura; piora se for densa.
Dura, densa, e bem ruim.
Brincar é legal. Entendeu?
Esqueça o que te falaram sobre ser adulto, tudo aquilo de não brincar com comida, não falar besteira, não ser imaturo, não chorar, não andar descalço,não tomar chuva.
Pule corda!
Adultos podem (e devem) contar piadas, passear no parque, rir alto e lamber a tampa do iogurte.
Ser adulto não é perder os prazeres da vida - e esse é o único "não" realmente aceitável.
Teste a teoria. Uma semaninha, para começar.
Veja e sinta as coisas como se elas fossem o que realmente são:
passageiras. Acorde de manhã e decida entre duas coisas: ficar de mau humor e transmitir isso adiante ou sorrir...
Bom mesmo é ter problema na cabeça, sorriso na boca e paz no coração!
Aliás, entregue os problemas nas mãos de Deus e que tal um cafezinho gostoso agora?
A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso cante, chore,dance e viva intensamente antes que a cortina se feche!
Arnaldo Jabor
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
O errado que é certo
Sabe aquela história de ''um dia o cara certo vai chegar''? Não, não é verdade. Não existem caras certos. Existem caras que parecem fazer tudo ser perfeito, mas que de alguma forma são imperfeitos.
Hoje em dia existem tantas formas de conhecer pessoas, tanta facilidade pra tudo que as nossas almas gêmeas estão encontrando outras pessoas pra serem suas. Ruim? Não. Isso não é ruim, ok?
Ficar livre de sua alma gêmea pode ser a melhor coisa do mundo. Veja o caso da Antônia:
Antônia vivia em uma cidadizinha isolada, sem celular, sem internet, sem telefone, sem comunicação! Antônia casou-se com Felipe, porque ele era a pessoa mais próxima dela naquela mini cidade. Viveu alguns anos com ele, mas Felipe era igual a ela, era praticamente como ter um espelho. Não havia mais graça. Os dois já sabiam do que gostavam, o que o outro iria dizer e o que esperar, afinal, eles eram iguais.
Viveram na monotonia até que Antônia resolver se soltar. Viver em outro lugar e de outra forma, e como já era de se esperar, Felipe teve a mesma idéia.
Os dois foram para Las Vegas!
Bastou pisar em Vegas para o destino separar esse casal.
Antônia conheceu Reginaldo e teve a melhor noite de sexo da sua vida.
Felipe conheceu Tatiana e ela não chegou nem perto da satisfação que Antônia lhe proporcionava.
Antônia jogou nos cassinos, bebeu, usou drogas e fez coisas erradas com Paulo. Conheceu Fernando e provou do melhor beijo de sua vida.
Felipe? Conheceu Laura e seus lábios não tinham nem um pouco do mel dos lábios de Antônia.
Esta deu uma chance ao Paulo e descobriu onde se reunia o melhor sexo, o melhor sorriso, o melhor beijo e a felicidade!
Ela nunca se casou com Paulo, apenas moravam juntos e viviam cada dia como se não houvesse amanhã. Já Felipe, descobriu que tinha a melhor mulher do mundo ao seu lado e não soube aproveita-la. Não soube dar a felicidade que ela tanto queria, e agora está em Las Vegas jogando, bebendo e buscando em uma qualquer um terço do que Antônia é.
Moral da história? Antônia conheceu o cara que fez com que ela fizesse o que jamais faria em sua cidade, fez ela provar de tudo que era ''proibido'' e foi nesse cara errado que ela encontrou a alegria de viver.
Felipe? Tinha a mulher errada mas que era certa. E por ser errada ele achava que não podia ser certa pra ele.
Hoje em dia existem tantas formas de conhecer pessoas, tanta facilidade pra tudo que as nossas almas gêmeas estão encontrando outras pessoas pra serem suas. Ruim? Não. Isso não é ruim, ok?
Ficar livre de sua alma gêmea pode ser a melhor coisa do mundo. Veja o caso da Antônia:
Antônia vivia em uma cidadizinha isolada, sem celular, sem internet, sem telefone, sem comunicação! Antônia casou-se com Felipe, porque ele era a pessoa mais próxima dela naquela mini cidade. Viveu alguns anos com ele, mas Felipe era igual a ela, era praticamente como ter um espelho. Não havia mais graça. Os dois já sabiam do que gostavam, o que o outro iria dizer e o que esperar, afinal, eles eram iguais.
Viveram na monotonia até que Antônia resolver se soltar. Viver em outro lugar e de outra forma, e como já era de se esperar, Felipe teve a mesma idéia.
Os dois foram para Las Vegas!
Bastou pisar em Vegas para o destino separar esse casal.
Antônia conheceu Reginaldo e teve a melhor noite de sexo da sua vida.
Felipe conheceu Tatiana e ela não chegou nem perto da satisfação que Antônia lhe proporcionava.
Antônia jogou nos cassinos, bebeu, usou drogas e fez coisas erradas com Paulo. Conheceu Fernando e provou do melhor beijo de sua vida.
Felipe? Conheceu Laura e seus lábios não tinham nem um pouco do mel dos lábios de Antônia.
Esta deu uma chance ao Paulo e descobriu onde se reunia o melhor sexo, o melhor sorriso, o melhor beijo e a felicidade!
Ela nunca se casou com Paulo, apenas moravam juntos e viviam cada dia como se não houvesse amanhã. Já Felipe, descobriu que tinha a melhor mulher do mundo ao seu lado e não soube aproveita-la. Não soube dar a felicidade que ela tanto queria, e agora está em Las Vegas jogando, bebendo e buscando em uma qualquer um terço do que Antônia é.
Moral da história? Antônia conheceu o cara que fez com que ela fizesse o que jamais faria em sua cidade, fez ela provar de tudo que era ''proibido'' e foi nesse cara errado que ela encontrou a alegria de viver.
Felipe? Tinha a mulher errada mas que era certa. E por ser errada ele achava que não podia ser certa pra ele.
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
Como um rio
A minha vida é como um rio. A água está sempre corrente, não importa se calma ou agitada. O estado da água depende dos seres que vivem nela, ou seja, das pessoas presentes.
No rio existem pedrinhas, aquelas que estão lá no fundo, que podem não parecer mas estão ali presentes. Existem também as algas que alimentam os peixes, aqueles que fortalecem a permanência de outros através de seus erros. Os peixes? Esses são aqueles que vivem no rio e fazem dele o mais bonito e colorido, aqueles que estão sempre ali pra manter o curso do rio, sempre em frente. Além dos habitantes há também a margem. Aquela que dá limites ao rio e não permite que ele tome outro rumo, como uma mãe. Na margem existe a vegetação que contribui para que não haja danos à margem, como uma família. E como todo rio, esse desagua em um mar. Chega a um ponto em que há um divisor de águas que faz com que a água doce vire salgada. É como um anjo que faz o que era doce e calmo virar salgado e agitado. Os peixes que vão para o mar não conseguem voltar, assim como as algas e as pedras. Depois do divisor de águas não há volta.
O rio passa por períodos de grandes tempestades e períodos de seca. Na seca, há menos água, menos peixes, a terra da margem fica seca e sensível, há menos algas. Já nas tempestades, há menos peixes, mais água, mais pedras, mais algas, a margem fica molhada e frágil, mais forte fica a correnteza, fazendo com que tudo caia no mar mais rápido. Mas entre os períodos de secas e tempestades há o período de calmaria, quanto estabiliza o número de algas, peixes e pedras, quando a margem fica firme, a vegetação mais bonita e a correnteza regular.
Mas uma coisa é certeza, não importa a época, o divisor de águas está sempre lá para fazer o que já não merece estar no rio ir pro mar e ficar no passado.
No rio existem pedrinhas, aquelas que estão lá no fundo, que podem não parecer mas estão ali presentes. Existem também as algas que alimentam os peixes, aqueles que fortalecem a permanência de outros através de seus erros. Os peixes? Esses são aqueles que vivem no rio e fazem dele o mais bonito e colorido, aqueles que estão sempre ali pra manter o curso do rio, sempre em frente. Além dos habitantes há também a margem. Aquela que dá limites ao rio e não permite que ele tome outro rumo, como uma mãe. Na margem existe a vegetação que contribui para que não haja danos à margem, como uma família. E como todo rio, esse desagua em um mar. Chega a um ponto em que há um divisor de águas que faz com que a água doce vire salgada. É como um anjo que faz o que era doce e calmo virar salgado e agitado. Os peixes que vão para o mar não conseguem voltar, assim como as algas e as pedras. Depois do divisor de águas não há volta.
O rio passa por períodos de grandes tempestades e períodos de seca. Na seca, há menos água, menos peixes, a terra da margem fica seca e sensível, há menos algas. Já nas tempestades, há menos peixes, mais água, mais pedras, mais algas, a margem fica molhada e frágil, mais forte fica a correnteza, fazendo com que tudo caia no mar mais rápido. Mas entre os períodos de secas e tempestades há o período de calmaria, quanto estabiliza o número de algas, peixes e pedras, quando a margem fica firme, a vegetação mais bonita e a correnteza regular.
Mas uma coisa é certeza, não importa a época, o divisor de águas está sempre lá para fazer o que já não merece estar no rio ir pro mar e ficar no passado.
domingo, 15 de agosto de 2010
Crônica do amor
Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo a porta.
O amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar.
Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referenciais.
Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca.
Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera.
Você ama aquela petulante. Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu, você deu flores que ela deixou a seco.
Você gosta de rock e ela de chorinho, você gosta de praia e ela tem alergia a sol, você abomina Natal e ela detesta o Ano Novo, nem no
ódio vocês combinam. Então?
Então, que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome.
Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário. Ele não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro, e é meio galinha. Ele não tem a
menor vocação para príncipe encantado e ainda assim você não consegue despachá-lo.
Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita na boca, adora animais e escreve poemas. Por que você ama
este cara?
Não pergunte pra mim; você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem seu valor.
É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar. Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucura
por computador e seu fettucine ao pesto é imbatível.
Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém e adora sexo. Com um currículo desse, criatura, por que está sem um amor?
Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados.
Não funciona assim.
Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível.
Honestos existem aos milhares, generosos têm às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó!
Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é! Pense nisso. Pedir é a maneira mais eficaz de merecer. É a contingência maior de quem precisa.
Arnaldo Jabor
O amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar.
Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referenciais.
Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca.
Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera.
Você ama aquela petulante. Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu, você deu flores que ela deixou a seco.
Você gosta de rock e ela de chorinho, você gosta de praia e ela tem alergia a sol, você abomina Natal e ela detesta o Ano Novo, nem no
ódio vocês combinam. Então?
Então, que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome.
Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário. Ele não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro, e é meio galinha. Ele não tem a
menor vocação para príncipe encantado e ainda assim você não consegue despachá-lo.
Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita na boca, adora animais e escreve poemas. Por que você ama
este cara?
Não pergunte pra mim; você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem seu valor.
É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar. Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucura
por computador e seu fettucine ao pesto é imbatível.
Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém e adora sexo. Com um currículo desse, criatura, por que está sem um amor?
Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados.
Não funciona assim.
Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível.
Honestos existem aos milhares, generosos têm às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó!
Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é! Pense nisso. Pedir é a maneira mais eficaz de merecer. É a contingência maior de quem precisa.
Arnaldo Jabor
terça-feira, 27 de julho de 2010
O melhor pra quem ?
Eu venho tentando ser o melhor em tudo e pra todos. Tentando ser a melhor atriz, a melhor amiga, a melhor aluna, a melhor companheira, a melhor filha e a melhor irmã. Mas por tentar ser melhor em tantas coisas eu acabo sendo mediana em todas elas.
Eu não posso resolver todos os problemas dos meus amigos, não posso estar presente em todos os lugares, não posso sorrir todas as horas, não posso prestar atenção em tudo e nem fingir conseguir todas as horas.
Eu sou humana e também tenho meus momentos de fraquezas, de tristezas, de indisposição, de sono, de raiva e de choro. Tenho momentos em que preciso de um carinho, de um beijo, de um sorriso, de uma companhia ou de um simples abraço. Mas eu tento proporcionar tanto isso aos outros que me esqueço dos meus próprios momentos.
Me esqueço de me cuidar, de pensar no melhor pra mim, de interpretar as minhas próprias emoções e não as de um personagem. Acho que eu tento ser o melhor até para um personagem. Tento estar perto de todos quando eles precisam, esqueço meus problemas para resolver outros, esqueço de sorrir para proporcionar sorrisos e esqueço de chorar para consolar outros choros. Já não sei até que ponto estou vivendo para mim e até que ponto estou vivendo para os outros.
Estou vivendo minhas emoções ou a dos outros? Eu gosto de você ou gosto porque me convém? Eu sorrio por vontade ou por ver outros sorrirem? Já não sei responder essas perguntas. Não consigo pensar nisso, não tenho tempo para pensar em mim. São tantas pessoas para me preocupar que a mais importante eu largo de lado. Eu me esqueço de mim.
Me preocupo com a vida de todos que eu amo e esqueço de me amar. Eu tento tanto proporcionar felicidades que esqueço de ser feliz. Já não ganho abraços quando preciso e sim dou abraços quando precisam. Não beijo por vontade, mas para satisfazer a vontade de outros. Não sorrio por estar feliz, mas para que você não tenha que se preocupar comigo. Não choro perto de outros, porque eu tenho que ser forte o suficiente pra fazê-los sorrir. Não demonstro a falta que alguns me fazem para que outros não sintam ciúmes.
Mas hoje eu estou me sentindo vazia. Eu não consigo diferenciar mais as minhas vontades e os meus desejos. Hoje a minha vontade é explodir. E meu desejo? Meu desejo é ter você aqui. Mas que diferença isso faz? Seu desejo não é me ter e sua vontade não é que eu me exploda. Por isso eu ainda estou aqui, tentando sorrir. Estou aqui fingindo estar feliz, fingindo não me preocupar e pior, fingindo amar.
Mas de uma coisa eu nunca me arrependi, eu nunca me arrependi de te fazer feliz!
Eu não posso resolver todos os problemas dos meus amigos, não posso estar presente em todos os lugares, não posso sorrir todas as horas, não posso prestar atenção em tudo e nem fingir conseguir todas as horas.
Eu sou humana e também tenho meus momentos de fraquezas, de tristezas, de indisposição, de sono, de raiva e de choro. Tenho momentos em que preciso de um carinho, de um beijo, de um sorriso, de uma companhia ou de um simples abraço. Mas eu tento proporcionar tanto isso aos outros que me esqueço dos meus próprios momentos.
Me esqueço de me cuidar, de pensar no melhor pra mim, de interpretar as minhas próprias emoções e não as de um personagem. Acho que eu tento ser o melhor até para um personagem. Tento estar perto de todos quando eles precisam, esqueço meus problemas para resolver outros, esqueço de sorrir para proporcionar sorrisos e esqueço de chorar para consolar outros choros. Já não sei até que ponto estou vivendo para mim e até que ponto estou vivendo para os outros.
Estou vivendo minhas emoções ou a dos outros? Eu gosto de você ou gosto porque me convém? Eu sorrio por vontade ou por ver outros sorrirem? Já não sei responder essas perguntas. Não consigo pensar nisso, não tenho tempo para pensar em mim. São tantas pessoas para me preocupar que a mais importante eu largo de lado. Eu me esqueço de mim.
Me preocupo com a vida de todos que eu amo e esqueço de me amar. Eu tento tanto proporcionar felicidades que esqueço de ser feliz. Já não ganho abraços quando preciso e sim dou abraços quando precisam. Não beijo por vontade, mas para satisfazer a vontade de outros. Não sorrio por estar feliz, mas para que você não tenha que se preocupar comigo. Não choro perto de outros, porque eu tenho que ser forte o suficiente pra fazê-los sorrir. Não demonstro a falta que alguns me fazem para que outros não sintam ciúmes.
Mas hoje eu estou me sentindo vazia. Eu não consigo diferenciar mais as minhas vontades e os meus desejos. Hoje a minha vontade é explodir. E meu desejo? Meu desejo é ter você aqui. Mas que diferença isso faz? Seu desejo não é me ter e sua vontade não é que eu me exploda. Por isso eu ainda estou aqui, tentando sorrir. Estou aqui fingindo estar feliz, fingindo não me preocupar e pior, fingindo amar.
Mas de uma coisa eu nunca me arrependi, eu nunca me arrependi de te fazer feliz!
quinta-feira, 15 de julho de 2010
Confusões no amor
Ela anda sorrindo, vive no mundo da lua. Ninguém sabe o que essa menina tem, mas todos notam a diferença nela. Menina? Não! Juliana agora é uma mulher. Uma mulher que aprendeu a não compartilhar nada com ninguém, a guardar seus amores pra ela mesma.
Ele anda sorrindo, vive no mundo da lua. Ninguém sabe o que esse menino tem, mas todos notam a diferença nele. Menino? Não! Rafael agora é um homem. Um homem que aprendeu a dar valor a tudo que conquistou, a guardar seus amores pra ele mesmo.
Juliana não conhece Rafael, mas sorri pelo mesmo motivo que ele. Pelo tal do 'amor', aquele que deixa o mundo todo cor de rosa e um sorriso bobo estampado no rosto.
Rafael vai trabalhar com a esperança de que Luciana passe lá para lhe fazer uma visita. Juliana anda com o celular nas mãos na esperança que Gustavo lhe mande uma mensagem ou telefone. Rafael sonha todos os dias com Luciana e Juliana com Gustavo.
Juliana e Rafael não sabem, mas passam um pelo outro todos os dias na rua. Olham-se, admiram-se, mas logo voltam a pensar em seus amores, platônicos está certo, mas amores.
Luciana é amiga de Juliana. Gustavo é apaixonado por Luciana. E ela nem sonha com isso, pois está apaixonada por Fernando, o irmão de Juliana. Rafael acha que Luciana vai até o trabalho dele para lhe ver, porém ela apenas passa lá por ser caminho para o trabalho de Fernando. Juliana acha que a amizade de Gustavo por ela é amor, mas é apenas uma forma de se aproximar de Luciana. E Fernando? Esse é louco por Rafael.
Luciana nem imagina que o seu amor na verdade é gay. Assim como Juliana não imagina que seu real amor é Rafael. Mas ela irá descobrir logo.
Um dia Gustavo contou a Juliana sobre seu amor por Luciana. Luciana lhe contou que era apaixonada por seu irmão e este lhe contou que era gay. Ju não sabia o que fazer com todos esses segredos que lhe foram revelados, estava confusa, revoltada e triste, muito triste.
Foi nesse dia que ela realmente reparou em Rafael, reparou em seus olhos verdes e seu corpo bem definido. Rafa também reparou no sorriso perfeito de Ju e em seus cabelos loiros. Os dois se olharam por minutos sem dizer nada, apenas sorriam um para o outro. Estavam felizes por terem finalmente se olhado, se notado e por terem um ao outro.
Começaram a conversar, perceberam que tinham tudo em comum e que queriam um ao outro mais que qualquer coisa. Ficaram juntos e esqueceram-se daqueles tais 'amores'. Hoje eles sorriem da mesma forma boba que antes e pelo mesmo motivo: o amor. Mas dessa vez o amor é real, é recíproco e é sincero!
E Gustavo e Luciana? Perceberam o amor valioso que tiveram nas mãos e não corresponderam, se arrependeram e hoje sentem inveja da felicidade de Rafa e Ju. Fernando? Esse está muito feliz com Tiago, o irmão de Rafael!
Ele anda sorrindo, vive no mundo da lua. Ninguém sabe o que esse menino tem, mas todos notam a diferença nele. Menino? Não! Rafael agora é um homem. Um homem que aprendeu a dar valor a tudo que conquistou, a guardar seus amores pra ele mesmo.
Juliana não conhece Rafael, mas sorri pelo mesmo motivo que ele. Pelo tal do 'amor', aquele que deixa o mundo todo cor de rosa e um sorriso bobo estampado no rosto.
Rafael vai trabalhar com a esperança de que Luciana passe lá para lhe fazer uma visita. Juliana anda com o celular nas mãos na esperança que Gustavo lhe mande uma mensagem ou telefone. Rafael sonha todos os dias com Luciana e Juliana com Gustavo.
Juliana e Rafael não sabem, mas passam um pelo outro todos os dias na rua. Olham-se, admiram-se, mas logo voltam a pensar em seus amores, platônicos está certo, mas amores.
Luciana é amiga de Juliana. Gustavo é apaixonado por Luciana. E ela nem sonha com isso, pois está apaixonada por Fernando, o irmão de Juliana. Rafael acha que Luciana vai até o trabalho dele para lhe ver, porém ela apenas passa lá por ser caminho para o trabalho de Fernando. Juliana acha que a amizade de Gustavo por ela é amor, mas é apenas uma forma de se aproximar de Luciana. E Fernando? Esse é louco por Rafael.
Luciana nem imagina que o seu amor na verdade é gay. Assim como Juliana não imagina que seu real amor é Rafael. Mas ela irá descobrir logo.
Um dia Gustavo contou a Juliana sobre seu amor por Luciana. Luciana lhe contou que era apaixonada por seu irmão e este lhe contou que era gay. Ju não sabia o que fazer com todos esses segredos que lhe foram revelados, estava confusa, revoltada e triste, muito triste.
Foi nesse dia que ela realmente reparou em Rafael, reparou em seus olhos verdes e seu corpo bem definido. Rafa também reparou no sorriso perfeito de Ju e em seus cabelos loiros. Os dois se olharam por minutos sem dizer nada, apenas sorriam um para o outro. Estavam felizes por terem finalmente se olhado, se notado e por terem um ao outro.
Começaram a conversar, perceberam que tinham tudo em comum e que queriam um ao outro mais que qualquer coisa. Ficaram juntos e esqueceram-se daqueles tais 'amores'. Hoje eles sorriem da mesma forma boba que antes e pelo mesmo motivo: o amor. Mas dessa vez o amor é real, é recíproco e é sincero!
E Gustavo e Luciana? Perceberam o amor valioso que tiveram nas mãos e não corresponderam, se arrependeram e hoje sentem inveja da felicidade de Rafa e Ju. Fernando? Esse está muito feliz com Tiago, o irmão de Rafael!
Assinar:
Postagens (Atom)