Mais uma aula cansativa e sem nada que me chame à atenção. A professora Claudia está explicando o projeto de ciências desse ano e isso não me interessa nem um pouco. Enquanto ela fala, meu olhar vaga pela sala a procura de uma distração, logo achei uma: o Fred. Fred é um aluno do 3º ano que estava passando em frente à porta da minha sala, como sempre. Eu não conseguia tirar os olhos dele. A sala dele ficava do outro lado do prédio, não tinha porque ele ficar passando em frente à sala do 2º ano. Eu refletia sobre isso até que uma parte da explicação da professora me interessou:
-Vocês deverão desenvolver seus projetos em dupla com alunos do 3º ano. Os grupos deverão ser passados para o representante de sala.
Na hora pensei no Fred, mas imaginei que todas as outras meninas pensaram a mesma coisa. Quem não queria fazer trabalho com ele? Claro que eu não podia convidá-lo, então comecei a cogitar outras hipóteses como Joana Leão, a nerd que ninguém convidaria ou Lucas Bittencourt que acabara de se mudar e não tinha amizades no colégio. Enquanto pensava o sinal bateu e mecanicamente peguei minhas coisas enquanto imaginava quem seria a dupla do Fred. No corredor vi Juliana, a menina mais pra frente da minha sala, falando com Fred. Parei na porta da sala do 1º ano e fiquei ouvindo.
- Você já tem dupla pro projeto de ciências?
-A inda não, mas já tenho alguém em mente pra convidar.
Nessa hora o sorriso de vencedora da Ju sumiu e eu ri baixinho. Ver a Ju ser rejeitada pelo menos uma vez me alegrava.
-Mas Fred...
-Desculpa, mas tenho que ir ali procurar a minha dupla.
Nesse momento meu coração disparou, o Fred estava vindo em minha direção. Eu não sabia o que fazer. Entrei na sala do 1º ano e sentei no chão, eu não acreditava que o Fred queria fazer trabalho comigo. Eu nunca conversei com ele nem nada, não acreditava naquilo. Mas vai ver que nem sou eu a pessoa que ele vai convidar, vai ver tinha alguém por perto e eu nem vi. Meu coração não cabia dentro do peito, parecia que queria sair pela boca, eu não conseguia parar de sorrir. Fiquei mais de cinco minutos sentada olhando pro nada com meus cadernos na mão. Acalmei-me aos poucos e resolvi sair da sala para ir embora.
Quando sai da sala, o Fred estava parado encostado na parede olhando pra mim. Fiquei vermelha de vergonha, mas sorri como se nada tivesse acontecido.
- Estava me perguntando por quanto tempo você iria ficar ali sentada.
Fiquei mais vermelha do que nunca.
-Ah, eu estava vendo se meu livro tinha ficado na sala...
-Do 1º ano?
- É.
-Estava te esperando. Quer uma carona pra casa?
- Quero.
- Você já tem dupla pro projeto de ciências?
-Não e você?
- Ah, ainda não. Estava pensando em chamar a Clara.
É, eu estava certa.
domingo, 30 de maio de 2010
segunda-feira, 17 de maio de 2010
A menina que aprendeu a amar
Ela era só uma menina. Uma menina que não conhecia muito do mundo nem do amor. Ela era apenas mais uma que sonhava alto e não dava limites à imaginação. Mais uma entre várias, era assim que ela pensava.
Ela tinha alguns amigos confiáveis, outros apenas para zuação e outros para quando lhe era conveniente. Todos são assim. Mas diferente do resto do mundo, ela tinha um anjo. Esse anjo não tinha asas como os demais. Não estava sempre por perto para lhe proteger nem para evitar os acidentes e sofrimentos, mas ele estava sempre perto para aliviar as dores e lhe ensinar tudo que aprendera com a vida.
Não era um anjo muito experiente, tinha apenas 19 anos. Não tinha conhecido o mundo todo, nem vivido em muitos lugares. Nunca fora ao céu e não tinha vivido todas as experiências possíveis, mas lhe ensinou a mais importante.
A menina tinha um anjo carioca. Era um carioca como qualquer outro. Falava pow, mermo, tinha sotaque e adorava praia. Não tinha muito juízo, era lindo e encantador. Era um carioca normal. A única diferença é que ele conquistou uma mineira. Não só conquistou, ele roubou o coração dessa menina pra sempre. Ele mudou a vida dela apenas com palavras e gestos.
Ela se comunicava com seu anjo pela internet, uma vez por telefone e outra por carta. Uma carta que está guardada em um lugarzinho só dela, pois foi a primeira carta de amor que ela recebeu. E não importam quantas outras receba aquela sempre será a mais marcante e talvez a mais sincera.
Não conhecia seu carioca pessoalmente, mas confiava nele de olhos fechados. Compartilhou com ele todos os sofrimentos, as alegrias, as dores, os dias de tpm, os dias de broncas, os dias de besteiras, os dias de desejo, de sol, de chuva, de frio, de calor... Todos os dias durante mais de um ano.
Mas todo relacionamento tem um 'prazo de validade' e o deles chegou ao fim. O carioca sumiu e não deu mais noticias para a mineira. Esta aos poucos tentava continuar sua vida sem ele, mas um pedaço lhe faltava. Seu coração estava 'off-line'. Não queria mais ninguém a não ser ele e quando tinha outro alguém era impossível não fazer comparações. Porque quando se prova do melhor, comparações sempre serão feitas. Mas aos poucos ela aprendeu a seguir em frente e guardar esse anjo apenas em seu coração para os dias de tristeza.
Um carioca que ensinou uma mineira a amar.
Ela tinha alguns amigos confiáveis, outros apenas para zuação e outros para quando lhe era conveniente. Todos são assim. Mas diferente do resto do mundo, ela tinha um anjo. Esse anjo não tinha asas como os demais. Não estava sempre por perto para lhe proteger nem para evitar os acidentes e sofrimentos, mas ele estava sempre perto para aliviar as dores e lhe ensinar tudo que aprendera com a vida.
Não era um anjo muito experiente, tinha apenas 19 anos. Não tinha conhecido o mundo todo, nem vivido em muitos lugares. Nunca fora ao céu e não tinha vivido todas as experiências possíveis, mas lhe ensinou a mais importante.
A menina tinha um anjo carioca. Era um carioca como qualquer outro. Falava pow, mermo, tinha sotaque e adorava praia. Não tinha muito juízo, era lindo e encantador. Era um carioca normal. A única diferença é que ele conquistou uma mineira. Não só conquistou, ele roubou o coração dessa menina pra sempre. Ele mudou a vida dela apenas com palavras e gestos.
Ela se comunicava com seu anjo pela internet, uma vez por telefone e outra por carta. Uma carta que está guardada em um lugarzinho só dela, pois foi a primeira carta de amor que ela recebeu. E não importam quantas outras receba aquela sempre será a mais marcante e talvez a mais sincera.
Não conhecia seu carioca pessoalmente, mas confiava nele de olhos fechados. Compartilhou com ele todos os sofrimentos, as alegrias, as dores, os dias de tpm, os dias de broncas, os dias de besteiras, os dias de desejo, de sol, de chuva, de frio, de calor... Todos os dias durante mais de um ano.
Mas todo relacionamento tem um 'prazo de validade' e o deles chegou ao fim. O carioca sumiu e não deu mais noticias para a mineira. Esta aos poucos tentava continuar sua vida sem ele, mas um pedaço lhe faltava. Seu coração estava 'off-line'. Não queria mais ninguém a não ser ele e quando tinha outro alguém era impossível não fazer comparações. Porque quando se prova do melhor, comparações sempre serão feitas. Mas aos poucos ela aprendeu a seguir em frente e guardar esse anjo apenas em seu coração para os dias de tristeza.
Um carioca que ensinou uma mineira a amar.
quinta-feira, 22 de abril de 2010
Homens são como vestidos
Existem muitos modelos, cores e tamanhos. Muitos são bonitos, mas a gente só olha e deixa ali mesmo na vitrine. Outros resolvemos experimentar. Às vezes a gente experimenta e ele não combina com a gente, outros não ficam bem no corpo, outros não caem muito bem e outros depois que experimentamos, nem são tão bonitos assim.
Alguns nos chamam tanto a atenção que nem precisamos experimentar, compramos de cara. Às vezes dá certo, outras vezes a gente nem usa.
Tem também aqueles que estão guardados no armário há anos e de repente resolvemos usar. Engraçado, né? Ele ficou bonito e interessante depois de anos. Mas tem também aqueles que estão guardados e nunca usamos nem temos vontade de usar. Alguns resolvemos tirar do armário e doar, outros resolvemos emprestar e outros simplesmente jogamos fora porque não vale a pena.
O ruim é quando a gente empresta e começa a sentir falta. E pior, quando cai melhor na outra do que na gente. A gente olha e ele está tão bem nela, tão charmoso, ficou até mais bonito. Ai vem aquela pontinha de ciúmes, mas se realmente ficou bom nela a gente até dá de presente! Não tava usando mesmo...
Ahh! Mas tem também aqueles que a gente morre de vontade de usar, mas custa caro demais. Ou então a gente não sabe se vai ficar bom. Algumas vezes a gente se arrisca e compra. Outras vezes a gente desiste e deixa lá na vitrine.
E quando a gente gosta de vários? Ai é realmente um caos. A gente experimenta vários, gosta de alguns, compra três e só usa dois, mas gostar mesmo a gente acaba que só gosta de um. O difícil é saber qual dos dois vai ser esse um. Um tem um estilo mais legal, o outro tem uma cor mais chamativa, um tem mais presença, o outro é mais gostoso, um tem o tamanho certo, o outro sobra um pouco, mas um cinto resolve. É... no final a gente mantém os dois até um ficar velho e rasgar. Ai a gente joga fora ou manda pra costureira arrumar depois pega de volta.
Homens são como vestidos: difíceis de escolher! Mas mais difícil ainda é gostar só de um!
Alguns nos chamam tanto a atenção que nem precisamos experimentar, compramos de cara. Às vezes dá certo, outras vezes a gente nem usa.
Tem também aqueles que estão guardados no armário há anos e de repente resolvemos usar. Engraçado, né? Ele ficou bonito e interessante depois de anos. Mas tem também aqueles que estão guardados e nunca usamos nem temos vontade de usar. Alguns resolvemos tirar do armário e doar, outros resolvemos emprestar e outros simplesmente jogamos fora porque não vale a pena.
O ruim é quando a gente empresta e começa a sentir falta. E pior, quando cai melhor na outra do que na gente. A gente olha e ele está tão bem nela, tão charmoso, ficou até mais bonito. Ai vem aquela pontinha de ciúmes, mas se realmente ficou bom nela a gente até dá de presente! Não tava usando mesmo...
Ahh! Mas tem também aqueles que a gente morre de vontade de usar, mas custa caro demais. Ou então a gente não sabe se vai ficar bom. Algumas vezes a gente se arrisca e compra. Outras vezes a gente desiste e deixa lá na vitrine.
E quando a gente gosta de vários? Ai é realmente um caos. A gente experimenta vários, gosta de alguns, compra três e só usa dois, mas gostar mesmo a gente acaba que só gosta de um. O difícil é saber qual dos dois vai ser esse um. Um tem um estilo mais legal, o outro tem uma cor mais chamativa, um tem mais presença, o outro é mais gostoso, um tem o tamanho certo, o outro sobra um pouco, mas um cinto resolve. É... no final a gente mantém os dois até um ficar velho e rasgar. Ai a gente joga fora ou manda pra costureira arrumar depois pega de volta.
Homens são como vestidos: difíceis de escolher! Mas mais difícil ainda é gostar só de um!
terça-feira, 20 de abril de 2010
Educação vem de partido
Após manifestação dos alunos do Atelier de Artes Integrada na porta da prefeitura, o prefeito Manoel da Mota resolve dizer que o Atelier não será fechado.
O que mais nos deixou revoltados foi o simples fato de que o prefeito já fechou e já demitiu os professores por alegar não ter dinheiro.
O mais engraçado é que essa decisão de não fechar o Atelier foi tomada durante o protesto, engraçado hein prefeito? Ficou com medo de perder pelo menos 400 votos dos alunos? Realmente eu se fosse você teria. Alias agora nem adianta mais ter medo, você já perdeu seus 400 votos (só de alunos, ainda falta contar com os pais dos alunos, os irmãos, tios...)!
Antes de ter medo, deveria ter vergonha na cara e admitir os erros. O Atelier foi fechado na quinta-feira da semana passada! E ontem na reunião da câmara vieram nos dizer que ele não foi fechado, que estava havendo um erro de comunicação. Ahhh! Pelo amor de Deus, né gente? Não é porque somos adolescentes que somos trouxas não! A gente sabe muito bem o que quer e o que foi feito.
Além disso, ainda tiveram a cara de pau de dizer que iriam fechar para fazer uma reestruturação, iriam contratar professores formados em Artes Cênicas. O que o prefeito não conhece é uma coisinha chamada DRT! O DRT é um documento que os atores profissionais tem. Mas é claro que o Manoel da Mota nem sabe o que é isso. Mais importante que contratar professores formados é manter nossos professores que possuem DRT! A gente quer qualidade e tem direito de exigir isso.
Outra coisa que me deixou revoltada foi dizerem ontem na câmara que nós estávamos fazendo baderna. Baderna estava sendo feita pelo vereador Ilacy Simões que sentado na mesa da câmara teve coragem de mostrar o dedo do meio para um cidadão que estava apenas manifestando seus direitos. Isso é falta de educação! O que mais me espanta é uma pessoa dessa ter sido eleita como vereador!
Nós estávamos apenas reivindicando uma promessa de campanha do senhor Manoel da Mota. Nós não fomos até a câmara para ofender ninguém como fazem os eleitores do Manoel que vão a câmara para simplesmente ofender nossos vereadores. Nós não somos baixos que nem vocês! Nós não estamos preocupados com o partido, mas com a qualidade.
O problema é que em Itabirito qualidade está diretamente ligada a partido!
O que mais nos deixou revoltados foi o simples fato de que o prefeito já fechou e já demitiu os professores por alegar não ter dinheiro.
O mais engraçado é que essa decisão de não fechar o Atelier foi tomada durante o protesto, engraçado hein prefeito? Ficou com medo de perder pelo menos 400 votos dos alunos? Realmente eu se fosse você teria. Alias agora nem adianta mais ter medo, você já perdeu seus 400 votos (só de alunos, ainda falta contar com os pais dos alunos, os irmãos, tios...)!
Antes de ter medo, deveria ter vergonha na cara e admitir os erros. O Atelier foi fechado na quinta-feira da semana passada! E ontem na reunião da câmara vieram nos dizer que ele não foi fechado, que estava havendo um erro de comunicação. Ahhh! Pelo amor de Deus, né gente? Não é porque somos adolescentes que somos trouxas não! A gente sabe muito bem o que quer e o que foi feito.
Além disso, ainda tiveram a cara de pau de dizer que iriam fechar para fazer uma reestruturação, iriam contratar professores formados em Artes Cênicas. O que o prefeito não conhece é uma coisinha chamada DRT! O DRT é um documento que os atores profissionais tem. Mas é claro que o Manoel da Mota nem sabe o que é isso. Mais importante que contratar professores formados é manter nossos professores que possuem DRT! A gente quer qualidade e tem direito de exigir isso.
Outra coisa que me deixou revoltada foi dizerem ontem na câmara que nós estávamos fazendo baderna. Baderna estava sendo feita pelo vereador Ilacy Simões que sentado na mesa da câmara teve coragem de mostrar o dedo do meio para um cidadão que estava apenas manifestando seus direitos. Isso é falta de educação! O que mais me espanta é uma pessoa dessa ter sido eleita como vereador!
Nós estávamos apenas reivindicando uma promessa de campanha do senhor Manoel da Mota. Nós não fomos até a câmara para ofender ninguém como fazem os eleitores do Manoel que vão a câmara para simplesmente ofender nossos vereadores. Nós não somos baixos que nem vocês! Nós não estamos preocupados com o partido, mas com a qualidade.
O problema é que em Itabirito qualidade está diretamente ligada a partido!
domingo, 18 de abril de 2010
Indignação pública

5 anos atrás o Atelier de Artes Integradas foi inaugurado e ali os sonhos de várias pessoas começaram a serem realizados. O meu principalmente. Professores foram contratados, uma casa alugada, depois outra e pessoas foram contratadas para alguns cargos de administração do local. Vários jovens se matricularam nas aulas de teatro e receberam aulas de professores formados. Um ano depois iniciou-se as aulas de ballet e jazz. Mais jovens se matricularam.
Durante esses anos, os jovens foram se "formando" em teatro, jazz e ballet.
Este ano, foi oferecido um curso preparatório para que os atores que já tivessem um certo grau de atuação pudessem aprender mais e conseguir tirar seu DRT provisório podendo ser então considerados profissionais. Porém o curso teve que ser interrompido assim como todas as outras atividades do Atelier porque o atual prefeito, Manoel da Mota, resolveu fechar a escola. A unica explicação dada para este fato foi a de que a prefeitura estava sem dinheiro. Será problema de dinheiro ou de administração? O antigo prefeito criou o projeto e conseguiu mantê-lo por todo esse tempo, tendo a mesma verba e os mesmos gastos... engraçado, não? Durante a campanha do atual prefeito foi dito que o Atelier não seria fechado, porém com apenas 5 meses de mandato foi mandado um comunicado de fechamento e os profissionais que ali trabalhavam já foram chamados para assinar sua demissão.
O Atelier possui mais de 180 alunos no ballet e mais uns 150 de teatro, agora pense em mais de 300 crianças e jovens sem suas aulas e seu DIREITO. Todos estamos indignados com esse ato do prefeito. Não só os que ali estudavam, mas também outros profissionais, como Walmir José que mandou uma carta ao prefeito que está publicada em seu blog (http://walmir.carvalho.zip.net) e Geraldo Lafaiete que está mandando um e-mail para todos os seus contatos.
É o que todos devemos fazer. Mobilizar a todos da forma que pudermos para reverter este absurdo cometido pelo prefeito.
Eu estou mandando e-mails e escrevendo aqui no blog, assim como a Larissa (http://omundoimaginariodearilelari.blogspot.com), Lais (http://visaodemenina.blogspot.com) e Bruna (http://garota-inefavel.blogspot.com).
Façam o que puderem também galera !
quarta-feira, 17 de março de 2010
Por quanto tempo isso vai continuar?
Hoje eu resolvi usar meu blog da mesma forma que usava antes, nada de contos apenas mais um desabafo! É meio estranho ficar escrevendo o que eu sinto pra todo mundo ler, mas é uma forma de libertar essa "dor".
Dor? Seria essa a palavra certa? Talvez, porque saudade realmente dói e está doendo ficar sem você. Fazer escolhas às vezes é muuiiitoo difícil pra mim, você sabe disso e sabe o porque disso também. Meu medo é que acontecesse o que aconteceu com a gente, eu escolhi e escolhi errado, mas você me pediu pra escolher. Agora eu só posso aguentar as conseqüências dessa escolha e estas foram bem engraçadas.
Assim que te perdi ganhei um presentão que estava me fazendo bem e suprindo a necessidade que eu tinha de você, mas cada vez que eu fechava os olhos era em você que eu pensava. Entrar no msn, te ver onn e não te chamar me doía cada dia mais.
Foi então que eu decidi ouvir meu coração e ir atrás de você, procurar fazer as pazes contigo. Pela primeira vez eu acertei na escolha.
Até que mais uma vez eu pisei na bola contigo e você me disse tudo que eu precisava e não queria ouvir. Me disse meus erros, meus defeitos e como eu tenho o dom de dizer adeus pra chance de ser feliz.
Eu te achava um moleque que não tinha nada pra ensinar pra mim, que só era metido a adulto e não tinha porque me dar broncas, mas você me mostrou toda a sua maturidade e me deu uma lição que acredito ser pra vida inteira.
O que mais me doeu foi ouvir de você que eu poderia sim ter feito você feliz, mas eu não quis. Eu poderia ter vivido isso, mas não, eu te disse adeus. Doeu ouvir que eu deixo as "pessoas" passarem e com elas a minha felicidade, que eu não sei escolher. Doeu pensar em quantas pessoas eu já deixei passar e quantas eu ainda vou deixar, mas doeu ouvir principalmente que eu tenho medo. Medo de ser feliz, medo de me entregar pra felicidade.
Sim, eu tenho medo. Meu medo é de errar. De escolher o errado e machucar, não a mim, mas machucar você. Porque por mais que tudo isso tenha doído em mim, valeu à pena e sabe porque? Porque através do meu erro você achou alguém que te faz feliz e que não tem medo.
Dor? Seria essa a palavra certa? Talvez, porque saudade realmente dói e está doendo ficar sem você. Fazer escolhas às vezes é muuiiitoo difícil pra mim, você sabe disso e sabe o porque disso também. Meu medo é que acontecesse o que aconteceu com a gente, eu escolhi e escolhi errado, mas você me pediu pra escolher. Agora eu só posso aguentar as conseqüências dessa escolha e estas foram bem engraçadas.
Assim que te perdi ganhei um presentão que estava me fazendo bem e suprindo a necessidade que eu tinha de você, mas cada vez que eu fechava os olhos era em você que eu pensava. Entrar no msn, te ver onn e não te chamar me doía cada dia mais.
Foi então que eu decidi ouvir meu coração e ir atrás de você, procurar fazer as pazes contigo. Pela primeira vez eu acertei na escolha.
Até que mais uma vez eu pisei na bola contigo e você me disse tudo que eu precisava e não queria ouvir. Me disse meus erros, meus defeitos e como eu tenho o dom de dizer adeus pra chance de ser feliz.
Eu te achava um moleque que não tinha nada pra ensinar pra mim, que só era metido a adulto e não tinha porque me dar broncas, mas você me mostrou toda a sua maturidade e me deu uma lição que acredito ser pra vida inteira.
O que mais me doeu foi ouvir de você que eu poderia sim ter feito você feliz, mas eu não quis. Eu poderia ter vivido isso, mas não, eu te disse adeus. Doeu ouvir que eu deixo as "pessoas" passarem e com elas a minha felicidade, que eu não sei escolher. Doeu pensar em quantas pessoas eu já deixei passar e quantas eu ainda vou deixar, mas doeu ouvir principalmente que eu tenho medo. Medo de ser feliz, medo de me entregar pra felicidade.
Sim, eu tenho medo. Meu medo é de errar. De escolher o errado e machucar, não a mim, mas machucar você. Porque por mais que tudo isso tenha doído em mim, valeu à pena e sabe porque? Porque através do meu erro você achou alguém que te faz feliz e que não tem medo.
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
Seria uma noite perfeita
Em mais um dia de muito trabalho, resolveu jantar em um restaurante para logo depois poder chegar em casa e apenas dormir. Dirigiu até o restaurante de comida italiana, o qual não lhe agradava muito, mas era o mais próximo. Chegou, estacionou e entrou morta de fome. Foi conduzida até uma mesa, se sentou e analisou bem o cardápio. Nada a agradava. Resolveu comer uma simples lasanha com um bom vinho. Enquanto esperava começou a ler um romance, o livro fora o último presente de seu ex namorado. Não lhe agradava nem um pouco os romances, porém aquele em especial lhe interessou. Era sobre um casal que se apaixona durante a 2ª guerra mundial, acho lhe parecia menos "romance" que os outros.
Ficou entretida durante alguns minutos até que algo lhe chamou a atenção, algo não, alguém! Ele acabara de entrar no restaurante, usava uma roupa casual e sorria. Sentou-se a mesa ao lado e pediu a mesma coisa que ela, uma lasanha e um vinho.
O garçom trouxe o pedido dela. Ela nem percebeu. Seus olhos estavam fixos no estranho que se sentara a mesa ao lado. Ele se sentara tão à-vontade e aguardava tão despreocupadamente que até chegava a incomoda- La.
O pedido dele chegou uns 10 minutos depois do dela. Ele sorriu e logo começou a saborear a comida, mas parou. Olhou para ela e percebeu sua fixação nele.
- Não vai comer a sua lasanha? - disse.
Ela ficou sem jeito, sorriu e ajeitou o cabelo.
- Claro.
Começou a comer depressa sem olhar um instante se quer para ele. Ele ria.
- Pode ir com calma, ela não vai fugir dai!
Ela ficou vermelha.
- Estou com muita fome...
- Percebi. Posso me sentar em sua mesa?
- Claro, porque não?
Ela sorriu completamente sem graça. Ele pegou seu prato e seu copo e mudou para a mesa dela. Ela não acreditou ao ver que ele realmente estava ali diante dela, sorrindo.
- Saiu do trabalho agora não é?
- Sim, como percebeu?
- Pela sua roupa e esse monte de papeis junto a sua bolsa.
- Ahh, claro!
Ela sorriu novamente sem graça.
- Ops, desculpe a minha falta de educação, como se chama?
- Luciana e você?
- Lucas.
Durante o jantar conversaram sobre coisas banais e riram despreocupadamente como bons e velhos amigos. Ao final o celular de Lucas tocou.
- Tenho que ir.
- Namorada?
- Esposa!
- Ahh, claro.
Luciana não conseguiu disfarçar a cara de decepção.
- Quer me passar seu telefone? A gente poderia jantar novamente em outro dia...
- Não, melhor não. Se por acaso a gente se ver tudo bem, mas não marque outro jantar.
- Qual o problema?
- Pra você nenhum.
Luciana levantou sem dizer nada, deixou o dinheiro sobre a mesa e saiu em direção ao seu carro. Entrou e ficou ali, sentada olhando pra porta do restaurante. Viu uma mulher sair de um carro e encostar como se esperasse alguém. Lucas saiu com pressa, olhou para a mulher encostada, sorriu, caminhou em sua direção e a beijou. Sim, era sua esposa. Luciana mais que depressa acelerou o carro e foi embora sem poder olhar novamente aquela cena, sentia inveja daquela mulher e acima de tudo, sentia raiva. Raiva dele por ser tão apaixonante, raiva da mulher que estragara sua noite e raiva de si mesma, raiva por ter se apaixonado em apenas um jantar e ainda por cima por um homem casado!
Ficou entretida durante alguns minutos até que algo lhe chamou a atenção, algo não, alguém! Ele acabara de entrar no restaurante, usava uma roupa casual e sorria. Sentou-se a mesa ao lado e pediu a mesma coisa que ela, uma lasanha e um vinho.
O garçom trouxe o pedido dela. Ela nem percebeu. Seus olhos estavam fixos no estranho que se sentara a mesa ao lado. Ele se sentara tão à-vontade e aguardava tão despreocupadamente que até chegava a incomoda- La.
O pedido dele chegou uns 10 minutos depois do dela. Ele sorriu e logo começou a saborear a comida, mas parou. Olhou para ela e percebeu sua fixação nele.
- Não vai comer a sua lasanha? - disse.
Ela ficou sem jeito, sorriu e ajeitou o cabelo.
- Claro.
Começou a comer depressa sem olhar um instante se quer para ele. Ele ria.
- Pode ir com calma, ela não vai fugir dai!
Ela ficou vermelha.
- Estou com muita fome...
- Percebi. Posso me sentar em sua mesa?
- Claro, porque não?
Ela sorriu completamente sem graça. Ele pegou seu prato e seu copo e mudou para a mesa dela. Ela não acreditou ao ver que ele realmente estava ali diante dela, sorrindo.
- Saiu do trabalho agora não é?
- Sim, como percebeu?
- Pela sua roupa e esse monte de papeis junto a sua bolsa.
- Ahh, claro!
Ela sorriu novamente sem graça.
- Ops, desculpe a minha falta de educação, como se chama?
- Luciana e você?
- Lucas.
Durante o jantar conversaram sobre coisas banais e riram despreocupadamente como bons e velhos amigos. Ao final o celular de Lucas tocou.
- Tenho que ir.
- Namorada?
- Esposa!
- Ahh, claro.
Luciana não conseguiu disfarçar a cara de decepção.
- Quer me passar seu telefone? A gente poderia jantar novamente em outro dia...
- Não, melhor não. Se por acaso a gente se ver tudo bem, mas não marque outro jantar.
- Qual o problema?
- Pra você nenhum.
Luciana levantou sem dizer nada, deixou o dinheiro sobre a mesa e saiu em direção ao seu carro. Entrou e ficou ali, sentada olhando pra porta do restaurante. Viu uma mulher sair de um carro e encostar como se esperasse alguém. Lucas saiu com pressa, olhou para a mulher encostada, sorriu, caminhou em sua direção e a beijou. Sim, era sua esposa. Luciana mais que depressa acelerou o carro e foi embora sem poder olhar novamente aquela cena, sentia inveja daquela mulher e acima de tudo, sentia raiva. Raiva dele por ser tão apaixonante, raiva da mulher que estragara sua noite e raiva de si mesma, raiva por ter se apaixonado em apenas um jantar e ainda por cima por um homem casado!
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