quinta-feira, 22 de abril de 2010

Homens são como vestidos

Existem muitos modelos, cores e tamanhos. Muitos são bonitos, mas a gente só olha e deixa ali mesmo na vitrine. Outros resolvemos experimentar. Às vezes a gente experimenta e ele não combina com a gente, outros não ficam bem no corpo, outros não caem muito bem e outros depois que experimentamos, nem são tão bonitos assim.
Alguns nos chamam tanto a atenção que nem precisamos experimentar, compramos de cara. Às vezes dá certo, outras vezes a gente nem usa.
Tem também aqueles que estão guardados no armário há anos e de repente resolvemos usar. Engraçado, né? Ele ficou bonito e interessante depois de anos. Mas tem também aqueles que estão guardados e nunca usamos nem temos vontade de usar. Alguns resolvemos tirar do armário e doar, outros resolvemos emprestar e outros simplesmente jogamos fora porque não vale a pena.
O ruim é quando a gente empresta e começa a sentir falta. E pior, quando cai melhor na outra do que na gente. A gente olha e ele está tão bem nela, tão charmoso, ficou até mais bonito. Ai vem aquela pontinha de ciúmes, mas se realmente ficou bom nela a gente até dá de presente! Não tava usando mesmo...
Ahh! Mas tem também aqueles que a gente morre de vontade de usar, mas custa caro demais. Ou então a gente não sabe se vai ficar bom. Algumas vezes a gente se arrisca e compra. Outras vezes a gente desiste e deixa lá na vitrine.
E quando a gente gosta de vários? Ai é realmente um caos. A gente experimenta vários, gosta de alguns, compra três e só usa dois, mas gostar mesmo a gente acaba que só gosta de um. O difícil é saber qual dos dois vai ser esse um. Um tem um estilo mais legal, o outro tem uma cor mais chamativa, um tem mais presença, o outro é mais gostoso, um tem o tamanho certo, o outro sobra um pouco, mas um cinto resolve. É... no final a gente mantém os dois até um ficar velho e rasgar. Ai a gente joga fora ou manda pra costureira arrumar depois pega de volta.
Homens são como vestidos: difíceis de escolher! Mas mais difícil ainda é gostar só de um!

terça-feira, 20 de abril de 2010

Educação vem de partido

Após manifestação dos alunos do Atelier de Artes Integrada na porta da prefeitura, o prefeito Manoel da Mota resolve dizer que o Atelier não será fechado.
O que mais nos deixou revoltados foi o simples fato de que o prefeito já fechou e já demitiu os professores por alegar não ter dinheiro.
O mais engraçado é que essa decisão de não fechar o Atelier foi tomada durante o protesto, engraçado hein prefeito? Ficou com medo de perder pelo menos 400 votos dos alunos? Realmente eu se fosse você teria. Alias agora nem adianta mais ter medo, você já perdeu seus 400 votos (só de alunos, ainda falta contar com os pais dos alunos, os irmãos, tios...)!
Antes de ter medo, deveria ter vergonha na cara e admitir os erros. O Atelier foi fechado na quinta-feira da semana passada! E ontem na reunião da câmara vieram nos dizer que ele não foi fechado, que estava havendo um erro de comunicação. Ahhh! Pelo amor de Deus, né gente? Não é porque somos adolescentes que somos trouxas não! A gente sabe muito bem o que quer e o que foi feito.
Além disso, ainda tiveram a cara de pau de dizer que iriam fechar para fazer uma reestruturação, iriam contratar professores formados em Artes Cênicas. O que o prefeito não conhece é uma coisinha chamada DRT! O DRT é um documento que os atores profissionais tem. Mas é claro que o Manoel da Mota nem sabe o que é isso. Mais importante que contratar professores formados é manter nossos professores que possuem DRT! A gente quer qualidade e tem direito de exigir isso.
Outra coisa que me deixou revoltada foi dizerem ontem na câmara que nós estávamos fazendo baderna. Baderna estava sendo feita pelo vereador Ilacy Simões que sentado na mesa da câmara teve coragem de mostrar o dedo do meio para um cidadão que estava apenas manifestando seus direitos. Isso é falta de educação! O que mais me espanta é uma pessoa dessa ter sido eleita como vereador!
Nós estávamos apenas reivindicando uma promessa de campanha do senhor Manoel da Mota. Nós não fomos até a câmara para ofender ninguém como fazem os eleitores do Manoel que vão a câmara para simplesmente ofender nossos vereadores. Nós não somos baixos que nem vocês! Nós não estamos preocupados com o partido, mas com a qualidade.
O problema é que em Itabirito qualidade está diretamente ligada a partido!

domingo, 18 de abril de 2010

Indignação pública


5 anos atrás o Atelier de Artes Integradas foi inaugurado e ali os sonhos de várias pessoas começaram a serem realizados. O meu principalmente. Professores foram contratados, uma casa alugada, depois outra e pessoas foram contratadas para alguns cargos de administração do local. Vários jovens se matricularam nas aulas de teatro e receberam aulas de professores formados. Um ano depois iniciou-se as aulas de ballet e jazz. Mais jovens se matricularam.
Durante esses anos, os jovens foram se "formando" em teatro, jazz e ballet.
Este ano, foi oferecido um curso preparatório para que os atores que já tivessem um certo grau de atuação pudessem aprender mais e conseguir tirar seu DRT provisório podendo ser então considerados profissionais. Porém o curso teve que ser interrompido assim como todas as outras atividades do Atelier porque o atual prefeito, Manoel da Mota, resolveu fechar a escola. A unica explicação dada para este fato foi a de que a prefeitura estava sem dinheiro. Será problema de dinheiro ou de administração? O antigo prefeito criou o projeto e conseguiu mantê-lo por todo esse tempo, tendo a mesma verba e os mesmos gastos... engraçado, não? Durante a campanha do atual prefeito foi dito que o Atelier não seria fechado, porém com apenas 5 meses de mandato foi mandado um comunicado de fechamento e os profissionais que ali trabalhavam já foram chamados para assinar sua demissão.
O Atelier possui mais de 180 alunos no ballet e mais uns 150 de teatro, agora pense em mais de 300 crianças e jovens sem suas aulas e seu DIREITO. Todos estamos indignados com esse ato do prefeito. Não só os que ali estudavam, mas também outros profissionais, como Walmir José que mandou uma carta ao prefeito que está publicada em seu blog (http://walmir.carvalho.zip.net) e Geraldo Lafaiete que está mandando um e-mail para todos os seus contatos.
É o que todos devemos fazer. Mobilizar a todos da forma que pudermos para reverter este absurdo cometido pelo prefeito.
Eu estou mandando e-mails e escrevendo aqui no blog, assim como a Larissa (http://omundoimaginariodearilelari.blogspot.com), Lais (http://visaodemenina.blogspot.com) e Bruna (http://garota-inefavel.blogspot.com).
Façam o que puderem também galera !

quarta-feira, 17 de março de 2010

Por quanto tempo isso vai continuar?

Hoje eu resolvi usar meu blog da mesma forma que usava antes, nada de contos apenas mais um desabafo! É meio estranho ficar escrevendo o que eu sinto pra todo mundo ler, mas é uma forma de libertar essa "dor".
Dor? Seria essa a palavra certa? Talvez, porque saudade realmente dói e está doendo ficar sem você. Fazer escolhas às vezes é muuiiitoo difícil pra mim, você sabe disso e sabe o porque disso também. Meu medo é que acontecesse o que aconteceu com a gente, eu escolhi e escolhi errado, mas você me pediu pra escolher. Agora eu só posso aguentar as conseqüências dessa escolha e estas foram bem engraçadas.
Assim que te perdi ganhei um presentão que estava me fazendo bem e suprindo a necessidade que eu tinha de você, mas cada vez que eu fechava os olhos era em você que eu pensava. Entrar no msn, te ver onn e não te chamar me doía cada dia mais.
Foi então que eu decidi ouvir meu coração e ir atrás de você, procurar fazer as pazes contigo. Pela primeira vez eu acertei na escolha.
Até que mais uma vez eu pisei na bola contigo e você me disse tudo que eu precisava e não queria ouvir. Me disse meus erros, meus defeitos e como eu tenho o dom de dizer adeus pra chance de ser feliz.
Eu te achava um moleque que não tinha nada pra ensinar pra mim, que só era metido a adulto e não tinha porque me dar broncas, mas você me mostrou toda a sua maturidade e me deu uma lição que acredito ser pra vida inteira.
O que mais me doeu foi ouvir de você que eu poderia sim ter feito você feliz, mas eu não quis. Eu poderia ter vivido isso, mas não, eu te disse adeus. Doeu ouvir que eu deixo as "pessoas" passarem e com elas a minha felicidade, que eu não sei escolher. Doeu pensar em quantas pessoas eu já deixei passar e quantas eu ainda vou deixar, mas doeu ouvir principalmente que eu tenho medo. Medo de ser feliz, medo de me entregar pra felicidade.
Sim, eu tenho medo. Meu medo é de errar. De escolher o errado e machucar, não a mim, mas machucar você. Porque por mais que tudo isso tenha doído em mim, valeu à pena e sabe porque? Porque através do meu erro você achou alguém que te faz feliz e que não tem medo.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Seria uma noite perfeita

Em mais um dia de muito trabalho, resolveu jantar em um restaurante para logo depois poder chegar em casa e apenas dormir. Dirigiu até o restaurante de comida italiana, o qual não lhe agradava muito, mas era o mais próximo. Chegou, estacionou e entrou morta de fome. Foi conduzida até uma mesa, se sentou e analisou bem o cardápio. Nada a agradava. Resolveu comer uma simples lasanha com um bom vinho. Enquanto esperava começou a ler um romance, o livro fora o último presente de seu ex namorado. Não lhe agradava nem um pouco os romances, porém aquele em especial lhe interessou. Era sobre um casal que se apaixona durante a 2ª guerra mundial, acho lhe parecia menos "romance" que os outros.
Ficou entretida durante alguns minutos até que algo lhe chamou a atenção, algo não, alguém! Ele acabara de entrar no restaurante, usava uma roupa casual e sorria. Sentou-se a mesa ao lado e pediu a mesma coisa que ela, uma lasanha e um vinho.
O garçom trouxe o pedido dela. Ela nem percebeu. Seus olhos estavam fixos no estranho que se sentara a mesa ao lado. Ele se sentara tão à-vontade e aguardava tão despreocupadamente que até chegava a incomoda- La.
O pedido dele chegou uns 10 minutos depois do dela. Ele sorriu e logo começou a saborear a comida, mas parou. Olhou para ela e percebeu sua fixação nele.
- Não vai comer a sua lasanha? - disse.
Ela ficou sem jeito, sorriu e ajeitou o cabelo.
- Claro.
Começou a comer depressa sem olhar um instante se quer para ele. Ele ria.
- Pode ir com calma, ela não vai fugir dai!
Ela ficou vermelha.
- Estou com muita fome...
- Percebi. Posso me sentar em sua mesa?
- Claro, porque não?
Ela sorriu completamente sem graça. Ele pegou seu prato e seu copo e mudou para a mesa dela. Ela não acreditou ao ver que ele realmente estava ali diante dela, sorrindo.
- Saiu do trabalho agora não é?
- Sim, como percebeu?
- Pela sua roupa e esse monte de papeis junto a sua bolsa.
- Ahh, claro!
Ela sorriu novamente sem graça.
- Ops, desculpe a minha falta de educação, como se chama?
- Luciana e você?
- Lucas.
Durante o jantar conversaram sobre coisas banais e riram despreocupadamente como bons e velhos amigos. Ao final o celular de Lucas tocou.
- Tenho que ir.
- Namorada?
- Esposa!
- Ahh, claro.
Luciana não conseguiu disfarçar a cara de decepção.
- Quer me passar seu telefone? A gente poderia jantar novamente em outro dia...
- Não, melhor não. Se por acaso a gente se ver tudo bem, mas não marque outro jantar.
- Qual o problema?
- Pra você nenhum.
Luciana levantou sem dizer nada, deixou o dinheiro sobre a mesa e saiu em direção ao seu carro. Entrou e ficou ali, sentada olhando pra porta do restaurante. Viu uma mulher sair de um carro e encostar como se esperasse alguém. Lucas saiu com pressa, olhou para a mulher encostada, sorriu, caminhou em sua direção e a beijou. Sim, era sua esposa. Luciana mais que depressa acelerou o carro e foi embora sem poder olhar novamente aquela cena, sentia inveja daquela mulher e acima de tudo, sentia raiva. Raiva dele por ser tão apaixonante, raiva da mulher que estragara sua noite e raiva de si mesma, raiva por ter se apaixonado em apenas um jantar e ainda por cima por um homem casado!

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Quando os sonhos viram realidade

Felicidade é um fim de tarde olhando o mar e a gravidade não te impede de voar. E assim estava Bia. Sentada em uma pedra, pertinho do mar. Sentia vontade de voar, e de certo modo ela voava, mas em seus pensamentos. O vento atrapalhava seus cabelos, fazendo com que voassem em uma dança desajeitada. Ela não ligava, estava voando e não havia sensação melhor no mundo que aquela. Sentia uma paz interior, algo que nunca sentira antes. Estava sentada vendo o pôr do sol. Nada mais importava além daquela maravilhosa sensação de liberdade! Era isso, ela estava livre. Estava livre das cobranças, dos problemas, da infelicidade e tudo que habitava o mundo do qual ela fazia parte antes. Mas agora ali só existe o seu próprio mundo com as coisas que ela gostava. Sem regras, sem cobranças, sem nada além do que ela quer que esteja ali. Parecia um sonho, o sonho que qualquer um quer viver. Uma praia, uma vida livre e paz. Era tão real que ela não acreditava, não poderia estar ali, não com todos aqueles problemas que rodeavam sua cabeça, não com Enzo e ela em crise. Mas ela estava. Começou a ficar confusa. Tentava se lembrar do dia em que saiu de casa mas não conseguia...ela não saiu de casa, mas como? Ela começou a revirar suas lembranças e acordou. Ao se virar Enzo estava ao seu lado, fazendo carinho em seu rosto, ele sorria enquanto ela abria os olhos. Ele era tão lindo. E era dela. Sorriu ao sentir um beijo em sua bochecha. Ela gostava dele mais do que qualquer outro ser nesse mundo. Ouviu uma música bem baixinha, parecia um trance igual às músicas que seu irmão ouvia. Mas como? Ela estava na casa de Enzo com ele ao seu lado novamente juntos. Novamente lhe parecia real demais e difícil de acreditar. Eles haviam brigado na noite anterior. Ela revirou seus pensamentos tentando encontrar o porquê de ela estar ali, mas não conseguia se lembrar de ir pra casa de Enzo. A música ficava mais alta a cada instante. Ela estava acordando novamente. Mas ela já havia acordado de seu sonho na praia. Abriu os olhos. Ela estava em seu quarto, jogada na cama de pijamas. Virou, mas desta vez Enzo não estava ali, somente uma foto rasgada dos dois. A música estava enlouquecendo-a. Levantou e foi lavar o rosto. Ainda não entendia o que estava acontecendo. Olhou seu celular e lá estava: 5 chamadas não atendidas de Enzo. Ao lado de seu celular uma passagem para Fernando de Noronha. Sorriu. Ela havia sonhado seu futuro.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

O último sorriso

Estava ali parado, quieto, observando a briga dentro da casa. Barulhos estranhos surgiam a todo momento, mas ele não compreendia qual era o problema. Ouviu seu nome. Ele entrou na casa mais que depressa e percebeu que a casa já não estava como antes, cacos de vidro por todo lado e sangue espalhado pelo chão. Alguns móveis estavam quebrados e outros apenas fora do lugar. Ouviu novamente gritos e encontrou Laura ali, deitada entre os cacos de vidro. O sangue vinha dela. Ao se aproximar dela, a viu sorrir, um sorriso melancólico, como se fosse o ultimo que ela daria.
Ficou observando por alguns instantes o sorriso de Laura ao vê-lo, ela estava feliz com a sua presença, ele se aproximou e ela mandou que se afastasse. Ao se afastar ela gritou novamente, era um grito de dor e só então ele percebeu a presença de Gustavo ali, com uma cadeira em suas mãos ameaçando Laura.
Ele não entendeu, nunca tinha visto aquilo. Os dois eram sempre carinhosos com ele e entre eles também. Sempre abraçados, trocando caricias e beijos, mas desta vez não havia amor ali. Apenas ódio. O olhar de Gustavo estava diferente, algo que ele nunca vira antes. Era um olhar doentio, de quem tinha ódio e vontade de matar.
Entrou em desespero. Laura não deixava ele se aproximar, mas ele não poderia ficar escondido vendo-a morrer. Ele precisava agir, mas como?
Saiu pela porta da frente que estava aberta e deu a volta na casa. No meio do caminho Laura gritou novamente. E desta vez mais alto, um grito mais sofrido, seguido de um barulho ensurdecedor.
Voltou correndo pela porta da frente e desta vez havia pedaços de cadeira envolta de Laura. Chegou mais perto e ouviu Gustavo gritando e batendo no corpo dela. Não podia ver aquilo sem fazer nada. Laura estava ferida e Gustavo parecia querer feri-la mais. Enquanto sentia os tapas de Gustavo, Laura olhou para ele novamente, estampou aquele mesmo sorriso e fechou os olhos. Gustavo levantou e saiu bufando pela porta da frente.
Ele se aproximou de Laura, ela ainda sorria, mas seus olhos estavam fechados. Ele a cheirou, cutucou com seu focinho e lambeu seu rosto, mas Laura não abria os olhos. Começou a sentir agonia. Deitou ali, ao lado de Laura e lá ficou durante alguns minutos até que Laura abriu os olhos novamente com muito esforço. Ele se levantou para olhá-la. Ela sorriu e tentou lhe fazer carinho com as mãos ensangüentadas. Beijou seu rosto e sussurrou com muito esforço um "eu te amo".
Mais uma vez seus olhos se fecharam, mas desta vez o sorriso desapareceu.
Ele se deitou novamente ao lado de Laura e ficou desta vez durante horas e nada. Laura havia partido. E a última visão que tivera fora de seu cachorro ali, mais fiel que nunca, lhe fazendo companhia enquanto ela ia embora.